Casa da Bossa


   Casa da Bossa envolveu estrelas da MPB

A gravação do DVD Casa da Bossa foi um dos pontos altos da Festa Nacional da Música. A gravadora Universal, a produtora gaúcha Oceano e a Prefeitura de Canela investiram alto para montar um grande cenário natural junto ao mirante do hotel Laje de Pedra, mas o mau tempo impediu que se concretizassem este desejo. A saída foi gravar o DVD inédito no salão Implúvio, do hotel Laje de Pedra.
Uma constelação de estrelas interpretou clássicos da bossa nova, num clima intimista e para convidados especiais, sob a regência do maestro Oscar Castro Neves. Sandy & Júnior, Simoninha, Lenine, Leny Andrade, Leila Pinheiro, MPB4, Negra Li, Paula Lima, Luiza Possi, Chico César, Orlando Morais, Thedy Correa, Marjorie Estiano, Luciana Melo e Roberta Sá foram alguns dos intérpretes que estiveram em Canela participando da gravação.
O DVD – que trará “making off” com imagens de pontos turísticos da cidade de Canela - será lançado no final do ano e terá distribuição para vários países. O repertório inclui, basicamente, clássicos de Tom Jobim, Vinícius de Morais, Aloysio de Oliveira e Chico Buarque, como Garota de Ipanema, Corcovado, Samba do Avião, Retrato em branco e preto e Se todos fossem iguais a você.



     
 


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Artistas, jornalistas e executivos de gravadoras presentes no primeiro encontro da música brasileira, em 1981, não cansavam de elogiar o espírito e a estrutura do evento. As opiniões eram unânimes no sentido de valorizar um dos raros eventos do Brasil que proporcionava o encontro, o intercâmbio, o debate e o lançamento de novos produtos em um setor que dificilmente se encontrava fora dos estúdios e dos palcos. Lá no início desta história, nomes de peso da fonografia brasileira já diziam que o encontro se equiparava ao Midem, hoje o mais famoso encontro mundial da música.

A questão da arrecadação e distribuição dos direitos autorais já era pauta dos debates entre artistas e gravadoras durante o primeiro encontro, em 1981. Na época, nomes como Belchior, Erasmo Carlos e Gonzaguinha já reclamavam dos critérios do ECAD, diziam que recebiam pouco e criticavam a burocracia.

A censura era outra preocupação dos artistas em 1982. Apesar do processo de abertura política, naquela época os autores ainda precisavam esperar até três meses pela aprovação das músicas para poderem lançar seus discos.