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    O churrasco que veio do pantanal

Sérgio Reis prometeu e cumpriu. Baixou em Canela com meia tonelada de carne – principalmente maminha, picanha e fraldinha embaladas a vácuo – para proporcionar aos convidados da Festa Nacional da Música um churrasco inesquecível. A chuva não permitiu que os espetos de carne permanecessem num rodízio de 24 horas, acompanhados de trovas de gaita e violão, como todos queriam. Mas a carne correu solta por dois dias inteiros. E foi saboreada com gosto pelos artistas, convidados e estudantes que visitaram o hotel Laje de Pedra em busca de contato e autógrafos de seus ídolos.
Desde o início das articulações para a Festa Nacional da Música, Sérgio Reis já havia decidido que traria uma grande quantidade de carne da marca Pantaneira, produzida em sua fazenda no Mato Grosso, para oferecer aos participantes da Festa. O cantor Rui Biriva foi o embaixador gaúcho na recepção à delegação vinda da região pantaneira.
Além da quantidade e da qualidade da carne, Sérgio Reis não esqueceu de um detalhe importante: trouxe também um coordenador de churrascos, supervisor de assador, para fazer frente à tradição gaúcha de excelentes profissionais no ramo. Seu sócio João Gessi, além de cuidar da carne, mantinha os olhos fixos no céu e perguntava constantemente: “quando é que esta chuva vai parar?”.
Não se sabe se o caminhão de carnes retornou vazio.O certo é que terão de caprichar no próximo ano, quando o movimento certamente será bem maior. E não deverá chover tanto.


 


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Artistas, jornalistas e executivos de gravadoras presentes no primeiro encontro da música brasileira, em 1981, não cansavam de elogiar o espírito e a estrutura do evento. As opiniões eram unânimes no sentido de valorizar um dos raros eventos do Brasil que proporcionava o encontro, o intercâmbio, o debate e o lançamento de novos produtos em um setor que dificilmente se encontrava fora dos estúdios e dos palcos. Lá no início desta história, nomes de peso da fonografia brasileira já diziam que o encontro se equiparava ao Midem, hoje o mais famoso encontro mundial da música.

A questão da arrecadação e distribuição dos direitos autorais já era pauta dos debates entre artistas e gravadoras durante o primeiro encontro, em 1981. Na época, nomes como Belchior, Erasmo Carlos e Gonzaguinha já reclamavam dos critérios do ECAD, diziam que recebiam pouco e criticavam a burocracia.

A censura era outra preocupação dos artistas em 1982. Apesar do processo de abertura política, naquela época os autores ainda precisavam esperar até três meses pela aprovação das músicas para poderem lançar seus discos.