Reportagens


    Rede Pampa garante informação e memória

A Rede Pampa de Comunicação foi a parceira maior da Festa Nacional da Música na promoção e divulgação dos fatos que antecederam e no registro dos momentos mais significativos do encontro. A TV Pampa, a Rádio Pampa AM e o Jornal O Sul acompanharam todos os acontecimentos com suas equipes. As emissoras de rádio e TV realizaram transmissão direta de vários acontecimentos e o jornal fez a cobertura impressa, veiculada nos dias seguintes.
A Rádio Pampa chegou a permanecer várias horas no ar, durante a noite e as madrugadas, transmitindo entrevistas ao vivo com artistas e executivos presentes no Laje de Pedra. Além de realizar “flashes” ao vivo, a TV Pampa registrou os principais shows que aconteceram no salão Implúvio e na sala Mário Quintana – no interior do hotel – bem como dos shows públicos realizados no Centro de Eventos de Canela.
O acervo disponibilizado em imagens e sons está sendo veiculado em vários programas e continuará à disposição para a memória do projeto. Um DVD com os principais momentos será produzido para ser disponibilizado aos participantes e na promoção da segunda edição da Festa, a ser realizada no primeiro semestre de 2006.

 


anterior 1 - 2 próxima
 
   

 
Artistas, jornalistas e executivos de gravadoras presentes no primeiro encontro da música brasileira, em 1981, não cansavam de elogiar o espírito e a estrutura do evento. As opiniões eram unânimes no sentido de valorizar um dos raros eventos do Brasil que proporcionava o encontro, o intercâmbio, o debate e o lançamento de novos produtos em um setor que dificilmente se encontrava fora dos estúdios e dos palcos. Lá no início desta história, nomes de peso da fonografia brasileira já diziam que o encontro se equiparava ao Midem, hoje o mais famoso encontro mundial da música.

A questão da arrecadação e distribuição dos direitos autorais já era pauta dos debates entre artistas e gravadoras durante o primeiro encontro, em 1981. Na época, nomes como Belchior, Erasmo Carlos e Gonzaguinha já reclamavam dos critérios do ECAD, diziam que recebiam pouco e criticavam a burocracia.

A censura era outra preocupação dos artistas em 1982. Apesar do processo de abertura política, naquela época os autores ainda precisavam esperar até três meses pela aprovação das músicas para poderem lançar seus discos.