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Nacional da Música

De 18 a 22 de outubro de 2015 | Canela RS

Artistas

Guilherme Arantes

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Guilherme Arantes

Com 40 anos de carreira solo, Guilherme Arantes volta à Festa Nacional da Música – desta vez como homenageado. Aos 62 anos, ele coleciona dezenas de sucessos e mais de 30 músicas em trilhas sonoras de programas televisivos, especialmente novelas da Rede Globo entre o fim dos anos 1970 e a metade da década de 1990. No último álbum, gravado em 2013 e intitulado “Condição Humana (Sobre o Tempo)”, o artista mostra sua particular “pegada” ao piano e traz, além de algumas faixas românticas, toda sua desilusão com o mundo atual, que ele chama, sem qualquer pudor, de “náusea”.

Sua trajetória profissional teve início em 1974 ao lado dos músicos Claudio Lucci, Egydio Conde, Gerson Tatini e Diógenes Burani, com quem formou a banda Moto Perpétuo. Com o grupo,  Guilherme lançou somente um disco, considerado um dos mais importantes do rock progressivo nacional. Mas foi em 1976 que sua carreira deslanchou com a gravação de seu primeiro LP – um álbum homônimo que fez surgir seu primeiro grande hit: "Meu Mundo e Nada Mais".

Era o primeiro de muitos clássicos. Nos anos 1980, o que se ouviu foi uma avalanche de hits seus em um curto período de tempo, como "Amanhã", "Lindo Balão Azul", "Cheia de Charme", "Loucas Horas", "Pedacinhos", "O Melhor Vai Começar", "Brincar de Viver", "Deixa Chover" e "Fã Número 1". Com lugar garantido entre o alto escalão da MPB, ele passou a reunir grandes intérpretes da música brasileira para gravar suas composições, como o rei Roberto Carlos, Caetano Veloso, Emílio Santiago, Maria Bethânia, Fafá de Belém e Elis Regina, que o ajudou a estourar nas rádios quando gravou "Aprendendo a Jogar".

Nem tudo, entretanto, foi tão fácil quanto parece. Naquela década, o músico sofreu com críticas da imprensa por falar de amor de forma simples e profunda. "Isso destoava muito do pop rock da época, que era predominantemente masculino", lembra. "Era considerado brega pela crítica, que era toda ácida. A palavra de ordem do rock era uma coisa truculenta, mais 'cocaínica'. Nunca gostei desse negócio da atitude do rock. Sempre achei uma bobagem, um escudo para as pessoas esconderem os seus sentimentos".

O lado doce e romântico das letras do cantor é, segundo o próprio, fruto do fato de ter sido criado por mulheres. "Também sempre fui muito fã de artistas com alma feminina, como Chico [Buarque] e Vinícius [de Moraes], e da bossa nova, que é muito afeminada. É muito 'barquinho', 'beijinho', 'cantinho'. Tudo muito carinhoso, gostoso. Então, fiquei com uma característica de uma música bastante feminina e sentimental".

Olhando para trás, o pianista não consegue se lembrar de grandes arrependimentos em suas quatro décadas de trabalho musical, mas gostaria de ter tratado a imprensa melhor e evitado declarações que magoaram algumas pessoas. "Às vezes a gente é infeliz. Tinha visões preconceituosas no passado, principalmente com a imprensa. Devia ter tido mais amigos jornalistas, ir menos preparado para a porrada e mais aberto à troca. Às vezes, não era bem compreendido e ficava dando o troco, com ódio dos jornalistas. Foi uma lacuna na minha educação", diz.

Guilherme cita ainda as capas de seus álbuns como outro arrependimento. "Por conta dos fotógrafos e das escolhas da gravadora, querendo que eu fosse um 'cantante romântico' na linha de Julio Iglesias e Roberto Carlos, caí, muitas vezes, em armadilhas", conta, referindo-se às imagens de discos como "Despertar" (1986) e "Calor" (1986). "Mas acho que os enganei direitinho. Achavam que estavam gerando um 'cantante romântico', mas estavam criando um compositor que permaneceu".



http://www.guilhermearantes.com

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