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Nacional da Música

De 18 a 22 de outubro de 2015 | Canela RS

Artistas

Gabriel, o Pensador

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Gabriel, o Pensador

Conhecido pelo tom de protesto de suas músicas, o rapper e compositor Gabriel, o Pensador é presença confirmada na Festa Nacional da Música 2015, evento no qual será homenageado.

O artista iniciou a carreira musical ao lançar uma fita demo com a música "Tô Feliz (Matei o Presidente)", sendo logo contratado pela Sony Music. Pela gravadora tem lançados sete álbuns: "Gabriel o Pensador", "Ainda É Só o Começo", "Quebra-Cabeça", "Nádegas a Declarar", "Seja Você Mesmo (mas não Seja sempre o Mesmo)" e "Cavaleiro Andante". Seu mais recente álbum, "Sem Crise", foi lançado de forma independente. No total, são mais de
2 milhões de cópias vendidas.

Além de cantor, Gabriel é escritor. Lançou em 2001 o livro autobiográfico "Diário Noturno". Quatro anos mais tarde lançou "Um Garoto Chamado Rorbeto", que ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro infantil no ano seguinte. Em 2008, lançou o livro "Meu Pequeno Rubro-Negro" e um ano depois lança uma versão especial do mesmo livro intitulada de "Meu Pequeno Rubro-Negro - Edição Especial do Hexa". Escreveu em parceria com Laura Malin o livro "Nada Demais", que ainda não foi publicado.

Paralelamente a isso, Gabriel também é um ativista social. Entre seus projetos está o "Pensador Futebol", que investe em jovens jogadores que querem se profissionalizar e junto com Luís Figo e Luiz Felipe Scolari comanda o projeto de futebol chamado "Dream Football". Por meio de envio de vídeos via internet, oferece a oportunidade de os participantes serem contratados por times profissionais de futebol.

Além de projetos de futebol, tem um projeto social conhecido como "Pensando Junto" que atende as crianças carentes da Rocinha.

Sem Crise

Gabriel o Pensador precisou de 5 minutos e 44 segundos de “Linhas Tortas”, quinta faixa de seu oitavo CD, “Sem Crise”, para contar sua história. E de quebra contar a história da sua trajetória, seu retorno ao estúdio após sete anos sem lançar disco e tudo o que o motiva na vida e o motivou neste trabalho.

A música começa com um violão. Gabriel diz que podem lhe “tirar o sono, mas não tiram o sonho”, e desfila sua saga até se tornar o Pensador, das redações que escrevia nas aulas de português até este “Sem Crise”. Cita pai, mãe, avó, sua origem. “Eu me arrepio toda vez que canto essa (música) em show”, diz Gabriel.

Por meio da canção ele mostra sua fase e disposição – o retorno ao hip hop, uso de bases eletrônicas e o forte flerte com brasilidade.

Para tanto, contou com velhos parceiros na produção, como André Gomes, e também Mauricio Pacheco, Marcelinho da Lua, Wladimir Gasper e Papatinho. Na direção musical e na produção, Deeplick.

Na divisão de microfones, pesos pesados da música brasileira, que reforçam o casamento do hip hop com a MPB. De cara, canta no rap que batiza o disco “"Andei me afastando das raízes / Agora tô voltando, que nem um bumerangue / a música no sangue / lugar de caranguejo é no mangue”.

A primeira participação é de Carlinhos Brown, que divide vocal e assinatura na hip hop “Foi e Não Foi”, acentuada por acordeom. “Homem Não Presta” é um electro rap com forte sonoridade da raiz da música eletrônica onde ele canta no refrão: “Homem? Homem não presta! / Minha mina não me entende, minha ex não entendeu / Homem? Homem não presta! / Todo homem é a canalha e cafajeste, menos eu".

Rogério Flausino, vocalista do J.Quest, mineiro como Milton Nascimento, ajuda Gabriel em “Brilho Cego”, canção essencialmente brazuca que adapta “Fé Cega, Faca Amolada”, de Milton com Ronaldo Bastos.

Já “Boca com Boca” é dividida com Nando Reis. Ela abre para os dois maiores sucessos atuais do disco. “Nunca serão”, a letra mais politizada do álbum, traz um Pensador mais porrada, como em sua primeira música, "Tô Feliz (Matei o Presidente)", censurada em 1992. O clipe, dirigido por José Padilha, antes mesmo do lançamento do CD, já tem sete dígitos de visualizações no YouTube.

“Solitário Surfista / Surfista Solitário”, com e de Jorge Benjor, de 1980, que é um samba-rap-rock de tirar o chapéu, já está entre as mais tocadas nos playlists em todo o Brasil, confirmando o que se ouve no início do disco: “Pensava que eu tava de bobo / de bobeira é que eu não tava / fiz de bobo quem pensava / fiz de bobo quem pensou!".

Um bom exemplo disso está na brasilidade em “Na Palma da Mão”, gravada por um nova-iorquino vencedor de Grammy (Itaal Shur) na Paraíba com acordeom de Marquinhos Faria, zabumba, pandeiro e triângulo, reverenciando Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, num "hip hop, forró e baião".

“Pimenta e Sal” tem participação do Afroreggae, e em “Tudo Certo”, com citação de “É Disso que o Velho Gosta”, no sample de Berenice Azambuja, Gabriel, filho de um "gaúcho de Poá", fala da vida citando um verso do hino do Rio Grande do Sul.

Há ainda espaço para o pop de “Correr pro Abraço”, com guitarra, bateria, teclado e baixo, e “Mi Casa, Su Casa”, puxada por Pedro Baby na guitarra.

E o hip hop onde Gabriel sempre nadou de braçada com “No Ritmo, no Tempo” e participação do ConeCrewDiretoria, e “Deixa Quieto”, com sample de Marisa Monte e citação a “Carinhoso”, de João de Barro e Pixinguinha.

Termina o disco e você percebe que Gabriel usou muito bem em composições o hiato de sete anos desde "Cavaleiro Andante".

Falando em hip hop, Gabriel assume seu papel de pioneiro do estilo no Brasil e traz mais uma surpresa nessa turnê: o projeto Rimadores Anônimos, que já tem página própria no Facebook para os mais curiosos, mas em resumo é uma abertura de portas para os novos talentos, principalmente do rap de improviso e das batalhas de rimas. Eles mostram suas habilidades num espaço criado em cada show do Gabriel na turnê Sem Crise, sentindo a adrenalina dos grandes palcos e plateias e aquele friozinho na barriga que o Pensador se orgulha de sentir até hoje.

http://www.gabrielopensador.com.br
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