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Revista Festa
Nacional da Música

De 18 a 22 de outubro de 2015 | Canela RS

A Festa
A Festa
Música e história
A Festa Nacional da Música chega a sua 10ª edição como o encontro mais esperado e importante da música brasileira. Seu conceito se ampliou ainda mais nos últimos anos e, hoje, é referência para artistas e gravadoras, atraindo a atenção dos meios de comunicação de todo o País.

O maior encontro da MPB certamente está na memória de todos aqueles que participaram das edições anteriores. Por sua particularidade, o evento se diferencia de outras propostas e se tornou agenda aguardada, todos os anos, por centenas de músicos, produtores, jornalistas, divulgadores, técnicos e executivos envolvidos diretamente na criação e difusão de todos os segmentos da música brasileira.

A atual Festa Nacional da Música nasceu com outro nome: chamava-se Festa do Disco. Durante 15 anos, nas décadas de 1970 e 1980, reuniu grandes nomes da Música Popular Brasileira, no início em Porto Alegre, na sede da Sogipa; e a partir de 1981, em Canela. Passados mais de uma década, o evento voltou a ser realizado, em versão mais moderna e ampliada, a partir de 2005 já com o nome de Festa Nacional da Música. “Entendemos que era o momento oportuno, pois o meio musical vive um momento delicado, com vários problemas e incógnitas sobre o futuro. O encontro vai colaborar, também, para elevar a autoestima do setor, colocando artistas, gravadoras e representantes do mercado juntos, na busca de soluções que interessam a todos”, avaliou na época o jornalista Fernando Vieira, principal idealizador e produtor da Festa.

Hoje, completando 10 anos de retomada, a Festa Nacional da Música está consolidada como o maior encontro musical da América Latina. Apesar da modernização, a essência permaneceu a mesma. Um evento sem rótulos, que congrega todos os gêneros da música para discutir temas ligados à música e ao mercado fonográfico.

Nascimento

O embrião do evento surgiu em 1973, quando Fernando Vieira – então apresentador do programa de TV Portovisão – decidiu criar um troféu que premiasse pessoas que se destacassem em atividades ligadas a clubes e à música. A primeira promoção foi realizada na boate Karandache com o nome de Troféu Difusora Gente.

Em 1978, surgiu a Festa Nacional do Disco, realizada na Sogipa, com a entrega do troféu Portovisão para os destaques do ano. A noite de gala premiava empresas e pessoas ligadas ao mundo do disco. Em razão disso, a o evento passou a ser um show de grandes nomes da música nacional. Com transmissão direta pelo canal 10, Rádio e Televisão Difusora, a festa tornou-se grandiosa, em que se reuniam artistas, dirigentes de clubes e empresários para comemorar realizações, ouvir música e dançar.

Com o número de artistas crescendo a cada ano, não havia mais como realizar o evento na Capital gaúcha. Com a abertura do Hotel Laje de Pedra, surgiu a oportunidade de transferi-lo para a Serra Gaúcha. O recém-inaugurado hotel oferecia toda a infraestrutura para a realização da grande festa.

Então, a metamorfose maior ocorreu em 1981. Neste ano, ocorreu o primeiro evento em Canela com o nome de Festa Nacional do Disco e uma estrutura de superprodução. Um dos shows de abertura foi da paraense Fafá de Belém, que encantou a plateia no Hotel Laje de Pedra.

Foram três edições na Serra Gaúcha (1981, 1982 e 1983), sempre reunindo um time de primeira qualidade da Música Popular Brasileira. Uma das presenças mais ilustres do primeiro ano foi Roberto Carlos. O cantor desembarcou no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, junto com Miriam Rios, na primeira aparição pública do casal, e seguiu para Canela com um aparato digno de um rei. Lá, Roberto Carlos recebeu o troféu Discovisão.
Junto com ele, outros grandes nomes da MPB – Gal Costa, Simone, Elba Ramalho, os saudosos Jair Rodrigues e Emílio Santiago, Ivan Lins, Djavan – ajudaram a transformar a Festa Nacional do Disco em um dos maiores eventos da música brasileira. Foram nas edições da Festa Nacional do Disco, por exemplo, que a diva Alcione recebeu seu primeiro prêmio; Nelson Gonçalves foi aclamado como ícone de todas as gerações; e Luiz Gonzaga recebeu homenagem em noite histórica.

Cazuza, Lobão, Barão Vermelho – na época quase desconhecidos – também participaram da Festa, ao lado dos gaúchos Kleiton e Kledir, dupla que recebeu o Disco de Ouro.

Música e poesia andam lado a lado e, na Festa Nacional do Disco não foi diferente. Durante anos arredio à imprensa, o poeta Mario Quintana participou da festa em 1983, num evento organizado pela gravadora Polygram chamado Chá das 5. A ideia era divulgar um álbum duplo com a antologia de seus poemas. Numa sala do Hotel Laje de Pedra, lotada de jornalistas e estrelas da MPB, o poeta gaúcho respondeu uma série de perguntas da plateia. Com extraordinário bom humor, Mario dizia: “Me sinto como se tivesse dentro da polícia sendo interrogado”.

A cantora Elba Ramalho – uma das presenças mais alegres e simpáticas do festival – perguntou ao poeta se ele possuía alguma forma especial de criar suas poesias. Ele respondeu que tinha o hábito de trabalhar na cama. “Escrevo deitado.” Sua amiga e parceria Diana Pequeno (ela musicou um de seus poemas e o gravou em LP na RCA) quis saber o porquê, sendo ele poeta, não gostava de escrever cartas. “Dói muito e a gente sente saudade ou raiva.”

A Festa foi interrompida por razões diversas em 1983, com a intenção de recomeçar em um ou dois anos. Mas a retomada acabou não acontecendo. Foram necessários 22 anos para que os acordes da Música Popular Brasileira voltassem a soar alto em Canela. De acordo com Fernando Vieira, o evento voltou para ficar no calendário anual da Música Popular Brasileira. Sem rótulos, a edição de 2014 já vem sendo preparada com carinho para comemorar os dez anos da atual fase da Festa Nacional da Música.

Os debates sobre os rumos da indústria fonográfica, a espontaneidade dos encontros, as rodas de som, as apresentações e parcerias inusitadas, as trocas de ideias e projetos, a divulgação de obras e trabalhos realizados durante o ano é o que faz com que na cidade de Canela, todos os anos, a MPB volte a se encontrar.