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Dezenas de músicos, artistas e produtores culturais se reuniram no Plaza São Rafael (Crédito: Jackson Ciceri/FNM) Dezenas de músicos, artistas e produtores culturais se reuniram no Plaza São Rafael (Crédito: Jackson Ciceri/FNM) Clique aqui para baixar a imagem em alta resolução

Artistas independentes se reúnem para discutir o novo mercado da música no Rio Grande do Sul

Os novos formatos, os fundos de financiamento público, as iniciativas independentes, a relação com os patrocinadores, a divulgação na imprensa, as parcerias entre os artistas e os circuitos musicais emergentes. Não faltou assunto para debate no painel “O Novíssimo Mercado da Música no RS”, na manhã desta terça-feira (18), dentro da programação da Festa Nacional da Música.

Dezenas de artistas gaúchos se reuniram no hotel Plaza São Rafael para discutir temas que são pertinentes à sobrevivência de todos. A iniciativa em si é uma maneira de minimizar um dos problemas recorrentes, que é a falta de articulação entre os próprios músicos. A produtora cultural Sarah Britto, gestora da Marquise 51 Hub Criativo, usou a expressão “jogos vorazes” para definir a disputa constante por verbas, mas garante que tem espaço para todos. Por outro caminho, a diretora do Instituto Estadual de Música Cida Pimentel chegou à mesma conclusão: “Temos que tirar da cabeça que somos concorrentes. Somos uma nação de artistas que têm de se juntar com amor, não com guerra”.

Um exemplo paradigmático neste sentido, para eles, foi o caso da inclusão da banda paulista Bike em uma coletânea do produtor norte-americano Danger Mouse, ex-Gnarls Barkley, que trabalhou com Black Keys e Beck. Um dos fundadores do selo Honey Bomb Records, Jonas Bender Bustince conta que a percepção de independência da banda foi um trunfo para que fosse conquistada pelo mercado: “São uma banda com uma grande consciência. Não precisamos fazer tudo por eles.”

O deslocamento dos artistas é outra questão a ser resolvida. Para os debatedores, atualmente não é preciso mais migrar para grandes centros para atingir um público massivo. “O produto a ser descoberto está o interior, está no Brasil profundo, está fora das capitais. A questão é globalizar a oportunidade”, afirma o produtor Paulo Zé Barcellos, idealizador do Morrostock, que levará a 10ª edição, em dezembro, de Sapiranga para Santa Maria.

“Era um êxodo rural. Não se falava de rock gaúcho, era o rock de Porto Alegre. Hoje, as redes, o mercado digital, permitem que se faça um barulho sem estar em grandes centros”, complementa Rodrigo Garras, dono do 180 Selo Fonográfico, que tem no catálogo artistas como O Terno, Marcelo Gross e Cachorro Grande.


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