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Festa homenageou 13 artistas e integrantes do cenário musical na primeira noite (Crédito: Jackson Ciceri/FNM) Festa homenageou 13 artistas e integrantes do cenário musical na primeira noite (Crédito: Jackson Ciceri/FNM) Clique aqui para baixar a imagem em alta resolução

Primeira noite da Festa Nacional da Música é carregada de emoção e marcada por encontros de gerações

A Festa Nacional da Música é o único evento no país a colocar no mesmo palco Frejat, Sérgio Reis, Milionário & Marciano, Carlinhos de Jesus, Marcos & Belutti, Turma do Pagode e Paula Lima, e desta mistura sair algo memorável. Isso quem diz são os próprios artistas, que reiteraram a importância da festa na promoção deste tipo de encontro cada vez que iam ao microfone agradecer às homenagens que recebiam.

Na noite desta segunda-feira, a primeira do evento, 13 artistas, empresários e jornalistas de diversos segmentos da música foram exaltados por sua importância no mercado e na cena musical. Cada um à sua maneira, eles tiveram seus trabalhos enaltecidos e premiados com o troféu da música.

O Rio Grande do Sul conquista seu espaço

Antes de tudo começar, o sertanejo Sérgio Reis sentou ao lado de jovens músicos para cantar clássicos de seu repertório, como “O Menino da Porteira”, e encantar a plateia. A partir dele, os aplausos não cessaram. O acordeonista gaúcho Luiz Carlos Borges foi ovacionado por artistas de todos os cantos do Brasil, e teve sua virtuose reconhecida ao interpretar duas canções no palco.

O Rio Grande do Sul conquista seu espaço, primeiro, com o escritor gaúcho Luiz Coronel, que além de publicitário e poeta, é compositor e letrista. Em seguida, com o diretor artístico Edson Erdmann, por seu trabalho na televisão e na produção musical. O jornalista Roger Lerina, que também recebeu o troféu por seu incentivo à cultura em sua coluna diária na Contracapa do Segundo Caderno, de Zero Hora, resumiu o sentimento de ser homenageado: “Me honra muito estar no palco com tantos ídolos. A Festa da Música e sua equipe me fizeram entender que a paixão pela música não é compartilhada apenas pelos músicos. Tem um monte de gente que não toca ou canta, que ama a música. São produtores, os divulgadores da gravadoras, os arrecadadores de direitos autorais. São várias pessoas entre o artista e o público que fazem esta comunicação tornar-se mais fluida. Por isso, esses encontros da festa são únicos.”

A alegria do samba

De tanto aplaudir, o público se animou, decidiu ficar de pé e sambar um pouco. A cantora Paula Lima aproveitou a canja musical para defender o empoderamento feminino. O dançarino Carlinhos de Jesus incentivou a todos que são apaixonados pela arte para se dedicarem e seguirem seus sonhos: “Cresci querendo ser médico, fiz vestibular para Direito e acabei dançando - no lato sensu da palavra. Em um país altamente preconceituoso, ergui a bandeira da dança e vivo dela. A isso, agradeço, além de Papai do Céu, a vocês, meus mestres”, disse, referindo-se aos colegas artistas.

Para levantar o astral, a Turma do Pagode reuniu todos os seus integrantes para cantar seu sucesso “Deixa em Off” e também homenagear outro mestre, Adoniran Barbosa, com “Trem das Onze”.

A emoção do gospel e do sertanejo

Dos sorrisos marotos à emoção incontida. A dupla Milionário & Marciano, ambos com mais de 40 anos de carreira, interpretaram canções que ficaram marcadas em suas duplas anteriores - Milionário & José Rico e João Mineiro & Marciano. Outra dupla a elevar o som no Centro de Eventos foi Marcos & Belutti, que arrancaram gritos da plateia com seus hits. “A música proporciona isto. Ela cura muitas vidas e tira muita gente da tristeza”, afirmou Belutti.

E se houve emoção de sobra na apresentação da dupla, ela transbordou quando o cantor gospel Eli Soares levou suas canções acompanhado apenas de um violão. Integrantes do grupo country Barra da Saia foram às lágrimas com a músicas de louvor do cantor.

Gerações de luta e de glória

Os empresários foram homenageados na figura da empresa de instrumentos musicais Casio, que foi representada pelo gerente nacional de vendas e de marketing, Flávio Desenzi. Porém, o reconhecimento chegou ao ápice com os dois últimos homenageados. Primeiro, o compositor de marchinhas de Carnaval João Roberto Kelly foi aplaudido de pé e agradeceu a manifestação antes de sentar-se ao piano e tocar os clássicos “Cabeleira do Zezé" e “Mulata Bossa Nova”: “A maior glória do artista é poder ver sua música passar de garoa para geração”, comentou.

Por fim, Ivan Lins entregou o prêmio a quem considera “um grande ativista e grande brasileiro”, Frejat, não apenas pelo trabalho como cantor e compositor, mas por sua dedicação às batalhas pelos direitos dos artistas: “É um grande pensador que pensa não só no que faz, mas em todos vocês”, declarou, referindo-se a todos os músicos presentes. “Me dá alegria participar de uma festa em que você não disputa nada com outro. Gosto muito do formato, porque você é homenageado simplesmente porque faz música e aquilo que mais gosta. Muito obrigado”, agradeceu Frejat.


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