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Rock gaúcho leva 15 mil pessoas ao delírio no Parque da Redenção

Expoentes de pelo menos três décadas do rock do Rio Grande do Sul tomaram conta do palco Cidade da Música, na tarde desta quarta-feira (12), na Redenção, em Porto Alegre, e levaram uma multidão ao delírio. De Papas da Língua a Vitor Kley, de Bidê ou Balde a Dingo Bells e Identidade, uma seleção das principais bandas da cena gaúcha animaram o público presente no parque neste feriado. A estimativa da produção da Festa Nacional da Música e a Brigada Militar estimam que cerca de 15 mil pessoas estiveram presentes no local.


A tarde começou começou com a apresentação da Orquestra da Cidadania, um grupo musical que envolve 46 crianças do bairro Bom Jesus, na Capital. Eles cativaram o público com canções da MPB e tiveram sua primeira experiência longe da sede do Movimento por uma Infância Melhor (MIM), entidade que atende os pequenos.


- Vamos construir o futuro agora - bradou o comunicador da Rádio Atlântida Rodrigo Adams, mestre de cerimônias do evento, antes de anunciar a chegada do Rock de Galpão.


O grupo, que dá uma roupagem de blues e rock and roll para as composições tradicionalistas gaúchas, foi acompanhado em coro por uma plateia das mais variadas idades. Eles levaram ao palco até mesmo um show de dança com boleadeiras e arrancaram do público o tradicional grito de “ah, eu sou gaúcho!”.


- Salve o que for do Rio Grande do Sul. Do reggae ao rock, se for gaúcho, tá valendo - assinalou o vocalista Tiago Ferraz.


Na sequência, a banda Nec, autora do hit radiofônico “Palavra Exata”, subiu ao palco levando seu rock melódico. Ela foi seguida pela Identidade e seu carismático vocalista Evandro Bitt, que subiu nas estruturas de sustentação e dançou com os fãs canções do repertório próprio e até mesmo um cover de AC/DC. Versões também foram a aposta da Gelpi, banda formada por três irmãos e que tem nos metais e no banjo sua assinatura estética. Eles tocaram músicas de artistas como Mumford and Sons, The Lumineers e Vance Joy, além de duas próprias.


- A música não pode ter fronteiras. Isso só limita o artista. Hoje, as pessoas têm mais acesso a diferentes estilos e se tornaram mais ecléticas e receptivas - avaliou o vocalista Bolívar Gelpi.


O folk deu lugar ao pop de Vitor Kley e seu séquito de fãs. As adolescentes lotaram as primeiras fileiras da audiência para ficarem perto do ídolo. Mesmo após o show, elas não se desgrudaram de Vitor, e seguiram para o backstage, onde tiraram selfies e pediram autógrafos ao sempre solicito músico de 21 anos. O magnetismo dele só era comparável aos integrantes da Dingo Bells, que o sucedeu no palco. Experientes no domínio da massa - eles incluíram no currículo, em 2016, as participações em festivais do porte de Lollapalooza e Planeta Atlântida -, os garotos colhem os frutos da ótima recepção do álbum Maravilhas da Vida Moderna, lançado no ano passado. Para o baterista e vocalista Rodrigo Fischmann, um momento decisivo na carreira da banda:


- O show é o auge para o artista. É nosso trabalho de conclusão. Tocar em um lugar aberto, ao ar livre, como a Redenção, é uma experiência incrível. A reação do público é mais catártica - avalia.


Depois deles, quando o sol já caía, o Good Samaritans levou o reggae ao palco Cidade da Música, combinando ritmo e cenário de maneira perfeita. As vozes, mais uma vez, acompanharam as versões para “Sozinho”, de Peninha, e “Velha Infância”, dos Tribalistas. Quando já era noite, a Bidê ou Balde vestiu os aventais brancos e tocou seus principais hits. O vocalista Carlinhos Carneiro não se conteve e pulou para o lado da plateia, levando o microfone para que o público entoasse os refrões dos já clássicos “Bromélias”, “Melissa” e “Mesmo que Mude”.


- Não existe um rock gaúcho além da questão geográfica, espacial, porque não há uma unidade estética. O que temos que vibrar é pela pluralidade. Tem algo de heterogêneo na música feita aqui - diz o cantor.


No fim, a noite encerrou com Papas da Língua, um dos grupos mais bem sucedidos nessa mistura de estilos, que gerou um pop genuíno. Eles tocaram suas músicas mais famosas, como “Eu Sei” e “Blusinha Branca”, e garantiram aplausos extasiados. Para finalizar, a escola de dança Primeiro Ato levou também a dança para a Festa Nacional da Música, com bailarinos fazendo performances do espetáculo Arte na Calçada - Dança para Todos.


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